quarta-feira, 4 de março de 2015

Wyllys: transexuais estavam "pela metade" nas redes sociais

Wyllys: transexuais estavam "pela metade" nas redes sociais

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), convidado pelo Facebook a ajudar a desenvolver a ferramenta que libera o usuário a escolher sua própria identidade de gênero, disse que o recurso demorou um pouco a chegar ao Brasil e que era inadmissível que por aqui só existissem as opções masculino e feminino. Os usuários brasileiros da rede social podem, a partir de hoje, escolher o termo que descreve sua identidade: travesti, pessoa transexual, sem gênero etc. Facebook libera usuário a se identificar como transexual Era inadmissível que as pessoas transexuais estivessem pela metade nas redes sociais. A gente sabe que um aspecto fundamental da dignidade da pessoa transexual passa pelo nome dela e pelo gênero que ela encarna, disse o deputado durante evento de lançamento da ferramenta, nesta segunda-feira, em São Paulo. "Pode parecer algo banal para uma pessoa de fora, mas essa dimensão pública da identidade é bastante significativa para os transexuais e suas famílias", completou. O deputado, que é assumidamente homossexual, lembrou o "sofrimento psíquico e físico" a que está sujeito o público LGBT e disse que a ferramenta tem função pedagógica, à medida em que contribui para o combate ao preconceito. Quando ela reconhece a existência de gêneros que não só o gênero masculino e feminino e dá ao sujeito a autonomia de se autodeterminar, ela está sendo pedagógica. Ela diz, sobretudo para a nova geração, essa que está nas redes sociais, que o mundo é diverso. Isso vai criando uma cultura de respeito e aceitação, afirmou o deputado. Congresso atrasado De acordo com o deputado, enquanto o Congresso Nacional se congela nas discussões acerca dos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), outros setores da sociedade caminham no sentido oposto. O que está acontecendo é isso. Nós temos um Congresso Nacional parado e uma cultura se movendo com muito mais velocidade, se transformando. E o fato de uma empresa do porte do Facebook reconhecer isso é pedagógico, completou. Wyllys, que é autor de um projeto de lei sobre identidade de gênero, lamenta a nova composição do Congresso. "A gente está em um ambiente muito ruim para aprovar o projeto. O Congresso é bastante conservador e nós temos um fundamentalista religioso na presidência da Câmara (Eduardo Cunha/PMDB-RJ), que está pautando projetos que são contrários à cidadania LGBT. Mas, culturalmente, a gente está avançando", encerrou.


O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), convidado pelo Facebook a ajudar a desenvolver a ferramenta que libera o usuário a escolher sua própria identidade de gênero, disse que o recurso demorou um pouco a chegar ao Brasil e que era inadmissível que por aqui só existissem as opções masculino e feminino. Os usuários brasileiros da rede social podem, a partir de hoje, escolher o termo que descreve sua identidade: travesti, pessoa transexual, sem gênero etc....

Fonte: Terra
Categoria: Tecnologia
Publicado em: 2 Mar 2015 21:21:12

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